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Itumirim, 25 de Setembro de 2017 :: 4 visitantes online.

DADOS HISTÓRICOS DA ATUAL CIDADE DE ITUMIRIM
HISTÓRIA TRANSCRITA DA PEDRA FUNDAMENTAL DA MATRIZ DE SÃO JOSÉ DE ITUMIRIM

A atual cidade de Itumirim, deve sua existência ao antigo povoado do Coruja, que fazia parte do então Distrito de Rosário de Lavras que, por sua vez teve seus fundamentos na antiga capela de N. Sra do Rosário da Cachoeira do Rio Grande, construída em 1730 e cujo administrador foi o Capitão Francisco Bueno da Fonseca, paulista de Taubaté, tendo como colaboradores os sitiantes Antônio Nunes Cardoso, Diogo Bueno da Fonseca, Ângelo Pinto e Pascoal Leite.
Escolhida como passagem para as minas de ouro, foi Itumirim, ponto de referência para os bandeirantes, que aqui encontraram terra fértil e pastagens magníficas para a criação de gado.
Situada a margem do Rio Capivari, lugar histórico por ter sido desde a época dos bandeirantes uma passagem para as minas de ouro, que atraíam e fascinavam as populações do litoral, esta localidade hoje Itumirim , constitui hoje pela energia dos seus habitantes e pela sua posição geográfica e topográfica um ponto de largas perspectivas de engrandecimento.
A origem da história de Itumirim é conhecida somente após o drama amoroso de uma das filhas do valente bandeirante Amador Bueno da Fonseca com um comerciante de nome Goulart Brum.
Na atual fazenda do Sr. Augusto Pinto residiu um dos filhos do intrépido bandeirante. Como naqueles dias o socorro e a agressão se faziam mutuamente, tinha este povoador de Minas a missão de garantir a passagem do Rio Capivari, vedando-a, a quem que fosse quando ouvisse um estampido de arma de fogo em determinado lugar, conforme a combinação que tinha com seus parentes residentes nas margens do Rio Grande.
Tronco de numerosa família mineira, Goulart Brum que negociava com gêneros da Campanha para o norte se enamorou de uma das filhas do bandeirante Bueno.
Este amor nas selvas teve contra si a vontade do velho pai de sua enamorada.
Os jovens enamorados não se desiludiram e dominaram dificuldades incríveis criadas pelas asseclas da fazenda.
Fugiu a mimosa mineira descendo despida por uma das janelas, por sua família lhe ter aprendido a roupa como meio de evitar a fuga.
Brum que a esperava com roupas, cavalo para a viagem e homens corajosos para a luta talvez inevitável, partiu com a noiva ao trotar acelerado dos cavalos para se casarem em Campanha.
Descobertos e perseguidos quando soou o estampido, avisando a guarda da ponte, já os fugitivos estavam a grande distância.
Pode-se acentuar de passagem que passado poucos dias, apesar dos avisos, das ordens e ameaças do seu sogro, Brum penetrava com sua esposa nos currais da fazenda demonstrando tal bravura que a oposição da família se transformou em aliança indissolúvel.
População urbana: 4696 Rural: 1689
Total: 6379 ( IBGE- Censo Demográfico de 2000)
Municípios limítrofes: Lavras, Ijaci, Ingaí, Itutinga, Ibituruna.
Desse incidente em diante foi o lugar se desenvolvendo, aperfeiçoada a guarda da ponte, por ser uma passagem forçada do Sul de Minas para as minas de ouro de São João Del Rei e construídas as primeiras casas que serviam de alojamento à aqueles policiadores e que hoje já não mais existem.
O progresso do povoado experimentou deste período até 1888 uma fase de paralisação e apatia, sendo naquele ano construída pelos Srs. Antônio Coelho, João Pereira e Cap. Geraldo Teodoro de Resende uma capela na qual foi rezada a primeira missa em 1891 pelo Rvmo. Monsenhor Aureliano Deodato Brasileiro que também em 19 de março de 1932, viria benzer solenemente a pedra fundamental da majestosa matriz de São José de Itumirim.
Esse acontecimento veio motivar a construção de diversas casas que se foram estendendo pouco a pouco e dando melhor feição ao povoado.
Em 1891, foi construído ainda o cemitério São José e em 05 de janeiro de 1897 foi inaugurada no povoado do Coruja a primeira estação ferroviária além de Lavras que recebeu originalmente o nome de Francisco Sales.
Em 22 de janeiro de 1908 foi instalada a agência postal, em 20 de janeiro de 1913 foi inaugurada a rede de telefonia que ligava à Lavras sede do município, aos Distritos de Ingaí, Luminárias, Itutinga e Carrancas.
Em janeiro de 1915 foi proclamada sede de Distrito, que era então o atual povoado do Rosário.
Em agosto1917 foi criada a primeira escola estadual regida pela Professora Dona Maria Sena Goulart.
Em 7 de setembro de 1918 teve a sua primeira instalação hidráulica que se destinava a fornecer energia a duas charqueadas que abatiam diariamente 150 cabeças de bovinos trazendo a este distrito um grande número de operários de todo o Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, consequentemente um progresso e benefício valoroso para esta região e que hoje não existem mais.
Em 1924 foi a sede do Distrito de Itumirim iluminada a luz elétrica.
Em junho de 1924 foi ligada na sede de Itumirim à Comarca de Lavras bem assim aos distritos circunvizinhos e aos povoados de Macuco e Estação de Paulo Freitas por estradas rodoviárias.
Pelo Decreto- Lei nº 1.058 de 31/12/1943, satisfazendo Itumirim todas as exigências impostas pela Comissão de Estudos da divisão administrativa e Judiciária do estado, para vigorar em 1944-1948, criou-se o Município de Itumirim desmembrado de Lavras constituído com 4 Distritos o da sede e os de Luminárias, Itutinga e Ingaí, tornando-se graças ao Decreto – Lei nº 846 de 09/11/1944 mais um quadro territorial brasileiro e consequentemente mais uma célula viva do Brasil.
Hoje o município de Itumirim é constituído de 02 distritos o de Macuco de Minas e Rosário do Rio Grande, sendo sede de Comarca com jurisdição sobre os municípios de Itutinga, Ingai e Carrancas.


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